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sábado, 16 de janeiro de 2021

Ex-marido e mais três acusados de envolvimento na morte de gerente de banco em Curitiba viram réus no processo

Denúncia foi aceita pelo juiz Daniel Avelar, na sexta-feira (15); ele também decretou a prisão preventiva de todos os acusados.

Antônio Henrique dos Santos é ex-marido de Tatiane e planejou o crime durante três anos, segundo as investigações — Foto: Reprodução/RPC
O juiz Daniel Ribeiro Surdi de Avelar, da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Região Metropolitana de Curitiba, aceitou a denúncia contra o ex-marido da gerente de banco Tatiana Lorenzetti, morta a tiros na saída da agência em que trabalhava, em Curitiba, e mais três pessoas.

Todos respondem por feminicídio qualificado pela promessa de recompensa, por motivo torpe e por recurso que dificultou a defesa da vítima, e se tornaram réus no processo. O juiz também decretou a prisão preventiva de todos eles.

Tatiana foi morta com um tiro no rosto no dia 28 de dezembro de 2020 em frente a uma agência da Caixa Econômica Federal no bairro Capão Raso. Ele trabalhava no local e tinha acabado de sair quando foi atingida.

Com a decisão, o ex-marido é Antônio Henrique dos Santos. As investigações apontam que o assassinato foi cometido a mando dele e que ele teria combinado de pagar R$ 25 mil a Moisés Gonçalves, Thales Serafim, André Luiz Correia Barboza e Jonathan Alves da Silva.

Jonathan, que é acusado de ser o atirador, morreu no dia do crime em confronto com a polícia, após uma perseguição.

Entenda o caso

Cinco pessoas são acusadas de participação no assassinato da gerente bancária Tatiana Lorenzetti; atirador foi morto pela polícia — Foto: Arte/RPC
Segundo a Polícia Civil, Antônio estava há três anos planejando o crime. O objetivo dele, segundo a delegada Vanessa Alice, era ficar com a guarda da filha de dez anos, que morava com Tatiana, e receber o seguro de vida da vítima, que seria pago a criança.

Em novembro de 2020, em uma outra apuração sobre tráfico de drogas, um investigado teve uma ligação com Antônio interceptada, em que ele tentava negociar a contratação de alguém para executar Tatiana. O negócio não foi fechado, e o investigado foi preso em outra operação policial.

De acordo com a polícia, Antônio entrou em contato com Moisés para que ele intermediasse a contratação dos executores do crime.

As investigações apontam que Moisés falou com Thales, e passou as informações da vítima, como fotos e endereços, a André e Jonathan, conhecido como Neguinho.

Segundo a Polícia Civil, Thales, André e Jonathan seguiram a vítima no dia do crime da casa dela até a agência onde ela trabalhava e, na saída do local, Jonathan tentou simular um roubo seguido de morte.

A polícia informou que, segundo testemunhas, Jonathan deu voz de assalto à vítima, mas atirou contra ela antes mesmo de Tatiana passar os pertences a ele.

De acordo com as investigações, Jonathan, André e Thales fugiram do local. Jonathan morreu em confronto com a polícia, e os outros dois foram presos durante a madrugada do dia seguinte.

Antônio se apresentou à polícia também no dia seguinte ao crime e foi preso temporariamente. Moisés foi preso também temporariamente no dia 6 de janeiro. Na noite de sexta-feira (8), o MP pediu a conversão da prisão dos dois em preventiva.

O MP-PR também pediu para que telefones celulares dos denunciados sejam periciados.

O outro lado

O advogado Cláudio Dalledone, que defende Thales Serafim e André Luiz Correia Barboza, disse que "a fase judicial servirá para demonstrar o grau de participação de cada acusado".

O G1 tenta contato com as defesas de Antonio Henrique dos Santos e Moisés Gonçalves.


Por Adriana Justi e Diego Ribeiro, G1PR e RPC Curitiba

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