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sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Polícia Civil prende 15 pessoas suspeitas de adulterar cargas de soja com areia e casca do grão moído e causar prejuízo de US$ 20 milhões

Segundo o delegado Cássio Conceição, as cargas eram enviadas para diversos países através do Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná.

Mandados foram cumpridos em várias cidades do Paraná, na manhã desta sexta-feira (27) ©Divulgação/Polícia Civil
A Polícia Civil prendeu, nesta sexta-feira (27), 15 pessoas suspeitas de adulterar cargas de soja e causar prejuízos de aproximadamente US$ 20 milhões para empresas nacionais e internacionais.

Segundo o delegado Cássio Conceição, as cargas eram enviadas para diversos países através do Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná. Para alterar o produto, os suspeitos usavam areia e casca da soja moída, de acordo com as investigações.

Ao todo, foram expedidos 47 mandados judiciais, sendo 24 de prisão temporária e 23 de busca e apreensão em Paranaguá, Francisco Beltrão, Ibaiti, Nova Esperança, São Jorge do Ivaí, Cascavel e Matinhos. Outros mandados também cumpridos em Teodoro Sampaio, em São Paulo.

Os investigados são funcionários, motoristas, agentes portuários, donos de barracões e agenciadores, que recrutavam os condutores dos veículos. Além de servidores de um sindicato e de uma empresa.

"Acreditamos que essa organização criminosa já está totalmente identificada. Nós também já temos os elementos probatórios da participação de cada um deles na organização criminosa. Inclusive, delimitando a conduta", destacou o delegado Conceição.

Como funcionava o esquema

De acordo com as investigações, que começaram há seis meses, o esquema funcionava através da adulteração do percentual de proteína em farelos de soja. Depois que o produto saía de fábrica, com 46% de proteína, era alterado e chegava ao destino final com 11% de proteína.

Uma das empresas lesadas, ainda de acordo com a Polícia Civil, tem sede na França e teve um prejuízo de aproximadamente US$ 1 milhão.

Eles devem responder por adulteração de substância alimentícia, associação criminosa, corrupção ativa e estelionato.

Desde o início das investigações, 24 pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no esquema, ainda conforme a Polícia Civil.

Por G1 PR

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