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segunda-feira, 18 de maio de 2020

Governador diz que estratégias adotadas seguem critérios técnicos: 'Busco fazer o que está dando certo no mundo, respeito a ciência', diz

Em entrevista à RPC, Ratinho Júnior (PSD) fez um balanço das medidas adotadas pelo estado para enfrentar a pandemia do novo coronavírus.

Governador Ratinho Júnior (PSD) concedeu entrevista à RPC ©Reprodução/RPC
Pouco mais de dois meses depois das primeiras confirmações de casos de Covid-19 no Paraná, o governador Ratinho Júnior (PSD) afirma que o estado tem um bom planejamento estratégico para combater o avanço do novo coronavírus e busca replicar metodologias que deram certo em outros países.

"Discuto metodologia e não ideologia. Buscamos o que está dando certo no mundo para fazer aqui no Paraná, respeito a ciência" , disse o governador.

Os primeiros casos da doença no estado foram registrados no dia 12 de março. Desde então, o vírus se espalhou e, até domingo (17), de acordo com o boletim da Secretaria Estadual da Saúde, 176 cidades paranaenses tinham pelo menos um diagnóstico confirmado.

Neste período foram confirmados 2.286 casos de Covid-19 em moradores residentes no estado e 124 mortes provocadas por complicações da doença.

Desde março o governo tem adotado diversas medidas para conter o contágio e evitar uma crise econômica.

Foi lançado um plano de assistência social, com distribuição de merenda escolar e de auxílio emergencial de R$ 50 e proibição de corte de luz e água. Na área econômica foi dada isenção do pagamento de Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) para os micro e pequenos empresários.

Ratinho Júnior afirmou que o governo está apostando em manter um equilíbrio entre salvar vidas de paranaenses e não deixar o setor produtivo desassistido.

“Temos que trabalhar como se tivéssemos um passarinho na mão, se apertarmos demais criamos um problema e se soltamos perdemos o controle. As nossas indústrias não pararam. Queremos que o setor produtivo trabalhe seguindo protocolos para não prejudicar a economia e nem os trabalhadores”, disse o governador.

Com a redução de circulação de pessoas e de vendas, o estado teve uma queda de arrecadação de R$ 400 milhões no mês de março, em maio a previsão de diminuição de R$ 700 milhões. O governo estima que a perda de arrecadação total em 2020 será de R$ 3,2 bilhões.

“Estamos buscando um empréstimo, junto do Governo Federal, de R$ 1,6 bilhão para realização de obras de infraestrutura em todo o estado. A Cohapar tem um pacote para construção de casas populares. Para todas as obras será necessária a contratação de mão-de-obra”, explicou.

Com a aprovação do Congresso Nacional e sanção do Presidente Jair Bolsonaro, o Paraná ainda deve receber um repasse de R$ 1,9 bilhão que faz parte do plano do governo federal de ajuda a estados durante a pandemia.

Ratinho Júnior disse que o recurso será utilizado para pagamento dos salários dos servidores. A Secretaria Estadual de Saúde tem quase R$ 500 milhões reservados para ações de combate à Covid-19.

“Queremos evitar o lockdown, sabemos dos problemas econômicos. Mas, não podemos tratar um momento de anormalidade como algo normal. A normalidade deve voltar só depois de agosto. Vamos sair dessa crise com menos prejuízos de vidas”, afirmou o governador do Paraná.

Por G1 

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